Instalação do CODES: Um Novo Ciclo de Desenvolvimento na Bahia

No dia 28/04/2026 participei da instalação do novo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CODES), no Salão de Atos da Governadoria, no CAB, às 8h30, ocasião em que apresentei o PDI Bahia 2050. O Governo Jerônimo Rodrigues dá um passo importante para consolidar o planejamento de longo prazo na Bahia.

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Mais do que uma agenda institucional, o momento simboliza algo que venho defendendo há anos: a retomada do planejamento como prática estratégica do Estado, orientada por visão de longo prazo e sustentada pela participação social. Em um cenário de transformações profundas — tecnológicas, climáticas e produtivas —, não há espaço para improviso. Planejar voltou a ser uma necessidade histórica.

O CODES, ao reunir representantes do setor produtivo, da academia, dos trabalhadores e dos movimentos sociais, cumpre um papel fundamental: criar um espaço institucional de diálogo capaz de articular interesses, mediar conflitos e construir consensos possíveis em torno de um projeto de desenvolvimento. Desenvolvimento, vale dizer, entendido aqui como transformação estrutural com justiça social — e não apenas como crescimento econômico.

A vinculação do Conselho ao acompanhamento do PDI Bahia 2050 é um passo decisivo nessa direção. O PDI é mais do que um documento técnico. Ele expressa uma visão de futuro construída coletivamente, a partir de ampla escuta social e territorial, e organiza objetivos, estratégias e projetos estruturantes para orientar o desenvolvimento do estado nas próximas décadas.

Nesse contexto, o papel do CODES ganha densidade: acompanhar a execução da carteira de projetos estratégicos, monitorar metas e investimentos, avaliar impactos e, sobretudo, qualificar permanentemente esse processo a partir da diversidade de vozes que o compõem.

A realização dos Fóruns Regionais reforça essa lógica. Ao territorializar o planejamento, reconhecemos que a Bahia é plural e que suas soluções precisam dialogar com as especificidades de cada território. Ouvir Feira de Santana, Barreiras, Juazeiro e tantos outros municípios não é apenas um gesto democrático — é condição para a efetividade das políticas públicas.

Outro aspecto central é o esforço de aproximar planejamento e gestão. A construção de uma carteira de projetos estruturada, associada a indicadores e mecanismos de monitoramento, reduz o risco de dispersão e fortalece a capacidade de entrega do Estado. Planejar, nesse sentido, deixa de ser um exercício abstrato e passa a se traduzir em resultados concretos na vida das pessoas.

Mas talvez o mais importante seja o que esse movimento representa em termos de reconstrução institucional. Em um país marcado por descontinuidades, retomar o planejamento de longo prazo, articulado ao ciclo orçamentário e sustentado por governança participativa, é um passo fundamental para enfrentar as desigualdades estruturais e promover um desenvolvimento mais equilibrado.

O CODES não é apenas um conselho. É uma aposta política e institucional. Uma aposta de que o futuro pode ser construído com método, participação e compromisso público. E de que a Bahia pode liderar um novo ciclo de desenvolvimento — mais justo, mais inclusivo e mais sustentável.

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