(Por Ranieri Muricy Barreto) Como disse ontem em Moros, o filho do caos, o juiz “Moros” vestiu a capa do Deus grego e agora está agindo como fera acuada, partindo cegamente para o ataque. Ao grampear a Presidenta Dilma e vazar o teor das conversas para a globo como um grande furo jornalístico, patrocinou mais um round de selvageria da classe média alta contra todos aqueles que humildemente saiam do trabalho em direção a suas casas. Seu objetivo seguramente foi barrar a nomeação de Lula para Ministro da Casa Civil e antecipar o golpe sobre a Presidenta que já vem sendo gestado desde o início da Lava Jato .
Por destoarem dos aquinhoados que atenderam ao chamado de “Moros” e da Globo para promoverem o caos social no país , trabalhadores foram agredidos a chutes e pontapés. A quem interessa uma nação dividida entre pobres e ricos? Certamente àqueles que não engolem o fato de que, nos governos Lula-Dilma, privilégios de poucos passaram a ser direito de todos.
As sandices de “Moros” estão levando o país ao caos (Moros, na mitologia grega significa o filho do Caos). Qual seria o desejo dele? Disputar a eleição para presidente em 2018, como fez o juiz Antonio di Pietro que patrocinou a Operação Mãos Limpas na Itália no início dos anos 90?
O modus operandi da Lava Jato é muito parecido com o de lá: prisões de empresários e políticos, com delações premiadas suspeitas e, investigações de empresas e partidos políticos de forma seletiva. Tudo isso com o devido vazamento para a grande mídia. Lá e cá, tudo igual, desde a forma de agir até os resultados.
Lá o caos foi instalado. Na economia, uma severa crise afetou os negócios e o nível geral de emprego; na Política, praticamente todos os partidos ligados ao governo foram dizimados; No âmbito da Justiça, reinava a insegurança institucional. Infelizmente a semelhança entre a Mãos Limpas na Itália e a Lava Jato no Brasil não é uma obra de ficção.
Como prêmio final a Mãos Limpas legou à Itália o primeiro-ministro Silvio Belusconi, por vários mandatos consecutivos, e criou um tipo de corrupção, que alguns chamam de corrupção 2.0, dado a maior dificuldade de identificá-la. No Brasil, Oxalá permita que a população consiga barrar essa orquestração contra um governo de caráter popular e democrático e eleito democraticamente com mais de 50 milhões de votos, sem contudo deixar de punir os verdadeiramente corrutos.
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