25 de Julho – Agricultura Familiar como Pilar do Desenvolvimento Sustentável na Bahia

25 de Julho – Agricultura Familiar como Pilar do Desenvolvimento Sustentável na Bahia
Por Ranieri Muricy Barreto

O Dia Internacional da Agricultura Familiar, celebrado em 25 de julho, é mais do que uma homenagem simbólica. É um chamado à valorização de quem alimenta o Brasil e cuida do território. Na Bahia, essa data assume um peso ainda maior: somos o estado com o maior número de estabelecimentos da agricultura familiar no país, com mais de 600 mil unidades produtivas distribuídas nos mais diversos biomas e territórios.

Dados do Censo Agropecuário apontam que 87% dos estabelecimentos rurais baianos se enquadram na categoria de agricultura familiar. Este segmento não é apenas numeroso — ele responde por quase um quarto da produção agropecuária estadual, com papel decisivo na segurança alimentar, na preservação da sociobiodiversidade e na dinamização econômica dos municípios do interior.

O perfil dessa agricultura também revela transformações importantes: há uma crescente presença de jovens e mulheres no campo, fortalecendo o protagonismo de novos sujeitos sociais comprometidos com práticas agroecológicas, geração de renda e sucessão rural.

Nos últimos anos, programas públicos e crédito rural, como o Pronaf, vêm sendo ampliados. Na safra 2023/2024, foram R$ 2,97 bilhões investidos só na Bahia, um avanço de mais de 50% em relação à safra anterior. Ao todo, somando políticas estaduais e federais, são mais de R$ 4 bilhões aplicados na estruturação da produção, agroindustrialização, comercialização e assistência técnica.

Esse esforço começa a se refletir nos territórios: a Bahia lidera a produção de umbu, licuri, caprinos e ovinos, e avança em iniciativas sustentáveis como os sistemas agroflorestais no sul do estado e a difusão de tecnologias sociais voltadas ao semiárido, como o programa Reniva, que distribui mudas de mandioca com alta produtividade e resistência.

A agricultura familiar é, antes de tudo, um modo de vida. Nela estão enraizados saberes tradicionais, práticas produtivas resilientes e valores que apontam para uma nova ruralidade — mais justa, diversa e sustentável.

Neste 25 de julho, celebrar a agricultura familiar é reafirmar seu papel estratégico no desenvolvimento da Bahia. Mais que um setor produtivo, ela é um vetor de transformação social, ambiental e econômica.

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