(Por Ranieri Muricy Barreto)
Em um cenário de profunda incerteza, após oito meses após a vitória do Syriza nas eleições de 25 de janeiro, o premiê grego Alex Tsipras (que tem 60% de aprovação) renunciou e convocou eleições antecipadas para 20 de setembro.
O acordo alcançado pelo governo grego com as instituições europeias potencializaram as críticas sobre Tsipras e seu governo. A velha Atenas tem que instituir um pacote de reformas com alcance sobre:
- o mercado de trabalho
- o sistema de aposentadorias, de saúde
- a liberalização do setor energético
- a criação de um fundo de ativos estatais via privatizações
Veja a dureza dos ajustes neoliberais! Até 20, qualquer medida fiscal contrária ao modelo de austeridade tem que ter consulta prévia à Comissão Europeia, ao Banco Central Europeu, ao Mecanismo de Estabilização e ao FMI.
Setores descontentes de vários partidos romperam com o Syriza e anunciaram a formação da Unidade Popular, incorporando movimentos sociais e tem como bandeira comum a luta contra a austeridade e contra o pacote. O programa visa combater o pacote de reformas, em uma clara estratégia fora do euro.
Será que as novas eleições resolverão?
